Vamos falar sobre o câncer de mama?

O câncer de mama é um dos mais devastadores na vida de uma mulher, seu impacto vai muito além do físico. Por isso, preparamos um especial sobre este assunto e você confere agora!

A doença é um tipo de tumor mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos de câncer a cada ano, de acordo com Instituto Nacional de Câncer (Inca). No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, uma vez que grande parte dos casos é diagnosticada já em estágios avançados. Em 2013, 14.388 pessoas morreram no País em função do câncer de mama. Mais de 57 mil novos casos dessa neoplasia são identificados por ano no Brasil, segundo estimativas do Inca. A cada ano, na América Latina, são diagnosticados 150 mil novos casos de câncer de mama metastático, dos quais mais de 40 mil evoluem para óbito.

Mulheres com história familiar de câncer de mama ou ovário, ou que são portadores de mutações dos genes BRCA1 (caso da Angelina Jolie) ou BRCA2 podem ser recomendadas à remoção do outro seio, porque risco de desenvolver câncer nestes casos é muito alto. Segundo os pesquisadores, esse grupo representa cerca de 10% de todas as mulheres diagnosticadas com câncer de mama. As outras têm muito pouco risco de desenvolver câncer na outra mama. Este trabalho científico mostrou que entre as mulheres que se submeteram a uma mastectomia dupla, quase 70% não tinham história familiar de câncer de mama ou tinham sido testadas para BRCA1 e BRCA2.

Entre maio e junho de 2014, uma pesquisa solicitada pela GE Healthcare e conduzida pela MillwardBrown, entrevistou 1.000 adultos com idade igual ou superior a 18 anos em cada um de 10 países: EUA, Brasil, Inglaterra, Indonésia, Japão, Índia, China, Rússia, Austrália e Coréia do Sul. O estudo teve como foco avaliar conhecimento da população sobre os sintomas mais comuns de câncer de mama, a importância da mamografia anual e sobre a relação entre mamas densas e risco de desenvolvimento de câncer de mama.

Durante tratamento do câncer de mama, diversas situações como diminuição da libido, alterações hormonais e incômodos emocionais podem influenciar diretamente no seu comportamento sexual. É importante que a mulher entenda que esses transtornos são causados por situações físicas as quais estão enfrentando e não tem a ver com a essência.

A quimioterapia é indicada de maneira regular por algumas semanas após a lumpectomia ou mastectomia com objetivo de matar as células tumorais que podem ter restado próximo ao local do tumor. Uma dose alta de radiação é usada e pode ocorrer efeitos colateral, incluindo fadiga, inchaço, e alterações de pele. Algumas vezes a radiação pode ser dada antes da cirurgia para que ela reduza de tamanho e facilite a sua remoção.

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O câncer de mama é de difícil prevenção, pois é uma doença ligada ao histórico familiar e aos hábitos de vida. A grande arma que temos nas mãos é diagnóstico precoce, ou seja, descobrir tumor quando ele ainda é pequeno. O ideal é diagnosticá-lo com menos de um centímetro, que possibilita a cura em 90% dos casos. Se você descobrir qualquer alteração em suas mamas, consulte um médico.

A maioria das mulheres devem começar a fazer mamografias anualmente após os 50 anos, mas, para quem tem histórico familiar de câncer de mama, exame deve começar 10 antes do caso mais precoce na família. Assim se um parente próximo teve esse tipo de câncer aos 40, é preciso começar a fazer mamografias anualmente a partir dos 30 anos. Fazer a mamografia anualmente em idade adequada pode reduzir a morte por câncer de mama em até 30%, segundo um estudo publicado na revista Radiology.

Já os fatores de risco modificáveis bem conhecidos até momento estão relacionados ao estilo de vida, como excesso de peso e a ingestão regular (mesmo que moderada) de álcool. Alterá-los, portanto, diminui risco de desenvolver a doença. No entanto, a adoção de um estilo de vida saudável nunca deve excluir as consultas periódicas ao ginecologista, que incluem a mamografia anual a partir dos 40 anos.

Cientistas estimam que 5-10% dos casos de câncer de mama estejam relacionados a mutações gênicas que foram transmitidas através da família, sobretudo os genes BRCA1 e BRCA2 que também podem aumentar as chances de câncer de ovário. A idade constitui outro fator de risco para a doença, uma vez que há um aumento rápido na incidência do câncer de mama à medida que se envelhece (principalmente após os 50 anos).

Por fim, um caroço na mama não necessariamente significa que você tem câncer. Grande parte dos nódulos mamários encontrados são cistos e adenomas benignos e não estão relacionados com a doença. As mamas se modificam naturalmente ao longo do ciclo menstrual, porém, alterações e sintomas como os descritos acima devem chamar a sua atenção e um médico deve ser consultado rapidamente. Quanto mais cedo as suspeitas se confirmarem e tratamento for iniciado, maiores as chances de cura. Lembre-se: câncer de mama pode ter até 95% de chance de cura se diagnosticado e tratado precocemente.

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